Aquela mãe dos anos 1950,1960, que era a rainha do lar com seu avental sujo de ovo, ficou apenas na canção. Hoje, muitas mamães dividem-se entre a vida doméstica e a profissional e se desdobram para conciliar o trabalho com a criação e educação dos filhos. Mas e os papais? Onde é que entra o amor paterno nessa história?

Para saber a resposta, continue a leitura deste artigo! Ele te ajudará muito a ficar tranquila com relação ao bem-estar, à segurança, à educação e à felicidade dos seus filhos, com o auxílio do pai deles!

Pai ausente e os sentimentos dos filhos

Pai que é pai não é apenas aquele que sustenta a casa com bens materiais, autoridade e segurança. A garotada quer que ele se faça presente fisicamente, que seja não somente um ajudante, mas divida os instantes de convivência.

A dedicação, a afeição, o carinho e a proteção provenientes da figura paterna são ingredientes indispensáveis para a construção da identidade infantil. Por outro lado, a ausência paterna ou um relacionamento instável podem criar um sentimento de insegurança, alimentar questionamentos e introspecção.

Além disso, os filhos podem ter problemas para se adaptar às regras sociais de convívio, disciplina e respeito.

O amor paterno é fundamental em qualquer modelo de família

Ao contrário do que muita gente imagina, a presença dos pais é fundamental para o desenvolvimento das personalidades dos pequenos e pequenas. Independentemente da estrutura familiar de pais casados ou separados, criar filhos pede afeto e amor. As crianças sentem necessidade disso tanto da mãe quanto do pai.

Por mais que você queira ser uma supermãe, incumbindo-se de inúmeras responsabilidades em favor dos filhos, a ausência do pai é percebida por eles e pode lhes prejudicar o crescimento. Mesmo pesquisando e adotando alternativas para educar e se divertir com os filhotes, permita que o papai participe.

Pai presente fortalece os vínculos com os filhos

O nível de participação do pai na vida dos filhos pode sinalizar como eles agirão no mundo quando tornarem-se gente grande. Para isso, é preciso incentivar os laços entre as partes.

A mãe deve promover a inclusão do pai em momentos relevantes do relacionamento com os pequeninos. Ajudar no banho, dar mamadeira, trocar fraldas, preparar o lanche ou o almoço, levar ou buscar na escola, passear, brincar no parque, auxiliar no dever escolar e outras participações indiretas são alguns exemplos de como os vínculos são estabelecidos.

Pais separados, mas com amor igual pelos filhos

Papai não mora com a mamãe. Como ficam os filhos nessa situação? Pessoas maduras sabem que os filhos precisam do casal e não podem ser penalizados pela decisão delas. Portanto, é preciso que o amor a eles prevaleça, para garantir uma boa administração da situação.

Ainda que exista um conflito insuperável entre o ex-casal, ele não pode prejudicar a ligação do pai com os seus filhos. Todavia, mesmo separado, o pai deve ser capaz de organizar-se e estar presente na rotina deles.

A guarda dos filhos, de modo geral, fica por conta da mãe. Então, ela é um agente importante no fortalecimento dessa união entre o pai e seus filhos. Cabe a ela respeitar o ex-companheiro e possibilitar que ele esteja sempre presente na vida deles.

Pai legal, filhos felizes

Por favor, mamãe, desculpe, mas não há o que discutir sobre a influência do papai na vida dos filhos. Se o pai dos seus filhos está cheio de amor para dar, mas não sabe como fazê-lo, você pode contribuir para que ele seja um paizão. Para isso, relacionamos algumas atitudes que você pode incentivar que ele tome em nome do amor paterno.

Pai tem que ser carinhoso

Carinho é a porta de entrada para um bom relacionamento com os filhos. Nada de acreditar que afeto não é coisa de homem. A garotada necessita de acolhimento, abraço gostoso, cafuné, beijos. Os filhos precisam ouvir do pai que ele os ama. Pai carinhoso brinca, vai para a rua com os pequenos, joga bola, passeia de bicicleta, caminha, diverte e interage com eles.

Pai lê para os filhos

A leitura permite que o pai viaje com os filhos pelo mundo maravilhoso das histórias. Ela cria uma proximidade, uma cumplicidade de amigos, de companheiros de aventura. E mais: estimula o hábito de ler, que é fundamental para toda a vida das crianças.

Pai é solidário com a mãe

Os filhos percebem quando as coisas não vão bem com os pais. O pai deve evitar discordar da mãe, brigar com ela. Discussão na frente dos rebentos? Nem pensar. Ao contrário, se o pai concorda com a mãe, o amor próprio dos pimpolhos não é afetado. Assim, quando adultos, saberão como lidar em situações semelhantes.

Pai dá exemplo de cidadania

A maneira como o pai se relaciona com as outras pessoas, os valores que ele defende, as suas atitudes diante dos conflitos da vida social influenciam a formação dos filhos. É preciso ser um bom marido, um bom companheiro e um cidadão correto para ser um bom pai.

Pai não é indulgente em excesso

Com açúcar e com afeto, mas também limites. Deixar que os filhos façam as coisas por conta própria ou transferir para a mãe a decisão do que pode e do que não pode é a mesma coisa que estar ausente fisicamente. É preciso ter autoridade, mas sem ser autoritário.

Pai também não é autoritário

Autoridade não se manifesta por meio de atos de brutalidade, aos gritos, na base do “faz o que estou mandando”. Berrar e ameaçar os filhos para fazer valer uma regra é criar barreiras que podem dificultar muito a relação com eles. A autoridade por meio de uma ordem explicada com paciência tem mais chance de ser respeitada.

Pai alimenta a autoestima

Quem não quer ser elogiado depois de uma conquista? Ou ser apoiado diante de um fracasso e incentivado a prosseguir? Valorizar os filhos é prioridade para um pai. Dialogar com eles, prestar atenção ao que eles têm a dizer, reconhecer seus sucessos, ponderar sobre os insucessos e encorajá-los a seguir em frente contribui para que eles aprendam a ter autoestima e autoconfiança.

O diálogo é a melhor estratégia do amor paternal

Conversar com os filhos é o passaporte para um vínculo de amizade e respeito. Contudo, o compromisso de criá-los e educá-los é do casal. Assim, o amor paterno deve observar, também, o diálogo e o vínculo com a mãe. Isso facilita a autoridade dos dois diante das crianças, sem que um queira passar por cima do outro. Os pequenos e as pequenas agradecem.

Gostou da conversa sobre o amor paterno? O texto ajudará você no desenvolvimento e na educação das crianças? Quer saber mais sobre relacionamentos entre pais e filhos? Que tal, então, baixar o nosso e-book Pais presentes: o guia para gerar conexão com os filhos?