Acompanhar os filhos não consiste apenas em ir às reuniões da escola e checar o boletim, mas também conhecê-los a fundo, e nada melhor para isso do que desenvolver uma boa relação. Participar da vida do filho traz benefícios tanto para os pais quanto para os pequenos. Quando isso acontece, o relacionamento familiar melhora, além disso ser essencial para o desenvolvimento infantil.

A família é a primeira grande referência das crianças. Seja na apresentação da escolinha ou no aprendizado de alguma habilidade nova, os filhos pensam primeiramente em mostrar aquilo para os pais. Cada vez que fazem algo novo e se esforçam, precisam de reconhecimento. Dessa forma, quando não são levados em conta, podem ficar desapontados e ter a autoestima enfraquecida.

No entanto, na tentativa de serem mais presentes, muitas vezes os pais acabam sendo chatos e invadindo a individualidade dos filhos. É comum a ideia de que as crianças devem obediência máxima e que precisam fazer tudo na base da ordem. Contudo, será que uma relação baseada no medo é mais saudável? Qual é a melhor forma de guiar alguém: mostrando o caminho ou “arrastando o outro pelo braço”?

De fato, a linha entre a participação e a invasão de privacidade é muito tênue. Porém, por meio do diálogo, é fácil conseguir estar sempre presente sem se tornar chata. Os passos a seguir vão lhe ajudar nessa missão! Confira!

Conquiste a confiança dos seus filhos

Para uma relação de confiança ser estabelecida, é importante que você se mantenha aberta. Afeto, cumplicidade e sinceridade são as três capacidades principais para que isso seja alcançado. Dê ao seu filho o direito de errar e, quando isso acontecer, saiba corrigi-lo de forma que ele não se sinta diminuído. Não transforme uma oportunidade de ensiná-lo em julgamentos excessivos e palavras depreciativas. Gritar menos e ouvir mais é a saída.

Com a confiança conquistada, seu filho vai saber que a qualquer momento terá com quem contar, que receberá ajuda nas horas difíceis e, em qualquer situação, ele saberá que pode lhe procurar.

Explique que, por questões de segurança, você precisa saber algumas informações e tenha cuidado na forma de perguntar: Não faça isso de forma intimidadora, parecendo um general em um quartel. Fale sobre o que ele deve ou não fazer, explicando os motivos e como desobedecer poderá prejudicá-lo.

Reserve uma hora do dia para passarem juntos

Depois de um dia de trabalho, talvez tudo o que você deseja é assistir TV à vontade, sem ninguém para perturbar. No entanto, é possível tirar um tempo para passar na companhia do seu filho. Peça para ver sua agenda e ajude-o na lição de casa, se possível.

Pergunte sobre a escola, como estão os amigos dele e as coisas novas que tem aprendido, com real interesse em saber. Às vezes perguntamos como nossos filhos estão e, devido à correria do dia a dia, nem esperamos a resposta.

Então, se interesse de verdade e tenha certeza de que o mundo não vai desabar caso você tire alguns minutos com seu pequeno. Por mais que no início ele não se sinta confortável para responder, se a cada dia você fizer isso, com o tempo a comunicação fluirá melhor.

Seja próxima dos amigos dele

Saber com quem o seu filho anda é muito importante, e nada melhor para isso do que trazer os amigos dele para a sua casa.

Nesse ponto, é preciso ter cuidado para que eles não se sintam intimidados com a sua presença. Você não precisa sentar na roda de conversa do seu filho, mas pode oferecer um suco e, quando sentir abertura, participar dos diálogos com naturalidade.

Respeite o seu espaço

Ter privacidade é fundamental, principalmente se seu filho for adolescente. É muito desagradável descobrir que alguém anda mexendo nas nossas coisas, ainda mais quando sabemos que é uma pessoa próxima e em quem confiamos. Por isso, entrar no quarto dele sem bater, ouvir conversas, ler diários ou fuçar as suas redes sociais não é a melhor maneira de acompanhá-lo e de estabelecer um relacionamento saudável.

Se desde pequeno uma relação de cumplicidade for estabelecida, quando ele chegar na adolescência não precisará de tanto monitoramento, pois vai ver em você uma figura com quem pode contar, sem medo de julgamentos.

Esteja receptiva às suas escolhas

Desde a gestação os pais planejam o futuro do seu filho, o que, consequentemente, inclui fazer coisas que eles acreditam ser o melhor. Isso não é errado, pelo contrário, é uma grande demonstração de amor. Entretanto, o que acontece quando eles rejeitam ser exatamente como o planejado?

Sim, pode doer imaginar a filha no balé e ela preferir fazer karatê, ou querer que o filho se forme em medicina e ele escolher psicologia. Familiares perguntam e você acha que tudo está perdido e pensa “ onde foi que eu errei?” Errou em não entender que seu filho não é uma extensão sua.

Por mais que eles façam escolhas que na sua concepção não são as melhores, procure conhecê-las. Peça a seu filho para falar sobre o que ele gosta de fazer, analise os prós e os contras e o direcione para que ele faça sempre o melhor naquilo. Independentemente da profissão ou da habilidade que ele gosta de desenvolver, esteja disposta a incentivá-lo a crescer o quanto puder.

Lembre-se de que você também erra

Tenha maturidade suficiente para assumir seus erros e pedir desculpas. Afinal, autoridade não tem nada a ver com superioridade. Para seu filho aprender a importância de se desculpar e não repetir o erro, nada melhor do que vendo o seu exemplo, não acha? Esteja atenta para ouvir as críticas que ele tem a seu respeito e procurem chegar sempre a um consenso.

Participar da vida do filho depende de uma relação sólida que leva tempo e dedicação para ser construída. É difícil ser compreensiva o tempo todo, e muitas vezes você vai precisar contar até dez para não explodir.

Apesar de tudo, a cumplicidade entre pais e filhos proporciona respeito mútuo, mais obediência e transparência. Filhos que confiam nos pais não pensam duas vezes em contar-lhes quando estão com algum problema, além disso, têm a autoestima elevada e impulso de aprender, pois sabem que sempre terão alguém para os apoiar.

Gostou das nossas dicas para participar da vida do filho? Então, que tal compartilhar este post nas redes sociais e ajudar outras mães a estabelecerem relacionamentos saudáveis com os filhos?

 

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